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Os cientistas têm debatido quantos eventos de extinção massiva na história da Terra foram provocados por um corpo espacial que bateu na superfície do planeta. A maioria concorda em que uma colisão com um asteróide há 65 milhões de anos findou a idade dos dinossauros, mas há incerteza sobre quantas outras extinções poderiam ter resultado de asteróides ou cometas colidindo com a Terra.
De fato, os astrônomos sabem que o Sistema Solar interior tem estado protegido, ao menos em certa medida, por Saturno e Júpiter, cujos campos gravitacionais podem expulsar cometas para o espaço interestelar ou inclusive, algumas vezes, enviá-los a se chocar contra os planetas gigantes. Esse ponto foi reforçado recentemente (20 de julho de 2009) quando apareceu uma enorme cicatriz na superfície de Júpiter, provavelmente uma prova do impacto de um cometa.
Uma nova pesquisa, desenvolvida na Universidade de Washington, nos Estados Unidos, indica que é altamente improvável que os cometas tenham causado qualquer extinção massiva ou tenham sido responsáveis por mais de um caso menor de extinção. O trabalho também mostra que muitos dos cometas de longo período que acabam em órbitas que atravessam a trajetória da Terra, provavelmente se originem numa região que os astrônomos acreditavam, durante muito tempo, não poder gerar cometas observáveis. Um cometa de longo período leva entre 200 anos a dezenas de milhões de anos para completar apenas uma órbita ao redor do Sol.
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