PATROCINADORES

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Sabe-se hoje que tudo o que existe na Terra provem das matérias que formou todo o universo. As mesmas substâncias presentes nas estrelas. Como forma de saber mais a respeito da nossa formação, estuda-se hoje corpos celestes muito distantes de nós. São estrelas muito grandes, que distam muito do nosso sistema solar. São chamadas de Estrelas de Alta Massa. Essas estrelas chegam a ter temperaturas de 30 a 40 mil graus Celsius na sua superfície e são interessantes por vários motivos. Acredita-se, por exemplo, que os elementos químicos que formam os nossos corpos, como carbono, oxigênio e hidrogênio, um dia formaram-se no interior dessas estrelas e foram ejetados para o espaço por meio de explosões. Queremos ver, então, a ligação entre uma estrela quente e a biologia que existe aqui na Terra.


Quando falamos em estrelas de alta massa, estamos nos referindo às estrelas cujas massas sejam superiores a cerca de oito vezes a massa atual de nosso Sol. Portanto, por definição, nosso Sol não é uma estrela massiva. Ele é, na verdade, uma estrela de baixa massa.

Existem uma infinidade de estrelas, umas com mais massa que nosso Sol, e outras com menos. No entanto, todas as estrelas têm na fusão nuclear sua fonte de energia. No centro de cada estrela, núcleos de átomos leves são fundidos (daí o termo fusão) em núcleos maiores. Esta reação libera grande quantidade de energia. No entanto, em estrelas de alta massa as pressões e temperaturas no interior estelar são maiores que em estrelas de baixa massa. Isto faz com que as reações nucleares nas mais massivas sejam bem mais intensas que nas de menor massa.
Desta forma, as estrelas de menos massa são as que vivem mais (quando escrevo viver ou morrer no contexto estelar, refiro-me à existência da estrela).

As estrelas passam a maior parte de suas vidas fundindo (ou queimando, como alguns preferem) hidrogênio em hélio. Mas também elas podem fundir hélio em carbono e nas fases finais de sua vida podem gerar Silício, Magnésio e, quase, todos os outros elementos conhecidos na tabela periódica. E é daí que vem a expressão que afirma que somos poeira das estrelas.

O Ferro que temos no sangue, o Carbono de todas as moléculas orgânicas, o Silício encontrado nos chips de computadores e toda e qualquer substância presente no nosso cotidiano têm suas origens ligadas, de alguma forma, à evolução estelar. Todos os átomos de nossos corpos (excessão ao hidrogênio que tem sua origem no Big Bang, e boa parte do hélio que também tem essa origem) foram processados em alguma estrela que existiu antes de nosso Sol. Este ao se formar, o fez com um material já reciclado, cheio de matéria sintetizada no interior de uma outra estrela já morta.

No meu trabalho, concentro-me em regiões onde as estrelas de maior massa se formam. Estas são estrelas quentes o suficiente para ionizar o hidrogênio à sua volta, e a esta região de hidrogênio ionizado denominamos: Região HII .

As estrelas de alta massa (massa maior que cerca de oito massas solares) têm grande impacto na energia e na composição química do meio interestelar através de seus ventos estelares e quando explodem como supernovas. Elas dominam a luz das galáxias jovens, sendo importantes para a interpretação de galáxias longínquas. A compreensão da formação e evolução dessas estrelas, entretanto, apresenta lacunas muito maiores que para as de baixa massa. O fato de as estrelas massivas nascerem em aglomerados estelares (assim como também a maior parte das estrelas de baixa massa) faz com que o estudo de regiões HII seja chave para o estudo da formação estelar.

Na fase em que o objeto central está capturando matéria (provavelmente através de um disco de acresção), a emissão UV (ultravioleta) ioniza o gás circundante e aquece a poeira, sendo observado na faixa rádio como uma região HII ultracompacta (UCHII), que dura cerca de 10 mil anos. A radiação ultravioleta evapora o disco em uma escala de tempo menor que 100 mil anos, tornando sua observação pouco provável. A destruição da nuvem molecular que obscurece o aglomerado leva até cerca de 1 milhão de anos, de modo que, quando as estrelas mais massivas e a região HII se tornam visíveis na faixa visível do espectro eletromagnético, elas já percorreram cerca de 15% de sua trajetória evolutiva. Portanto, identificar e estudar estes objetos durante a fase de seqüência principal (queima de H em He) é uma tarefa bastante difícil, devido ao pouco tempo em que eles se "mostram" a observadores externos.

Em busca do Invisível

Telescópio Huble vasculhando o vasto universo


Uma busca pelo invisível! Essa é a tarefa dos astrônomos, procurar por vestígios do universo que são invisíveis aos olhos humanos. Isso se da porque a luz que viaja por todo o universo é composta por varias faixas formando um espectro luminoso. A luz é apenas uma parte do espectro eletromagnético.


A luz visível integra um espectro de radiação bastante vasto. O espectro eletromagnético é composto de uma faixa de ondas de rádio, seguida pelas micro-ondas, a luz infra-vermelha, a luz visível, a luz ultra violeta, os raios-x e por último os raios gama. A luz visível foi o ponto de partida da astronomia. Todas essas partes do espectro luminoso têm um comprimento de ondas diferentes, por estudar esses comprimentos de ondas é possível por exemplo datar o objeto estudado.


Dessa forma parece uma loucura quando dizemos que os modernos telescópios procuram pelo invisível. Porém isso é apenas para mostrar como o campo de pesquisa dos astrônomos é bastante vasto.

Telescópio de Galileu Galilei

Parece mentira, mais é verdade que um instrumento arcaico que remota ao século XIV possa ter revolucionado a ciência e a astronomia.
Desde o momento em que o telescópio foi dirigido pela primeira vez para os céus, ele tem sido um instrumento que nos mostra as nossas origens e o nosso destino. Ele nos permite um olhar no passado ao mesmo tempo em que nos mostra, através do estudo das nebulosas planetárias, como será o nosso Sistema Solar no futuro.

Por séculos, tem havido uma disputa sobre quem, exatamente, teria sido o primeiro a usar um telescópio para observar o céu.

Quem foram os protagonistas do início do desenvolvimento do telescópio?

Os primeiros telescópios usavam lentes feitas de vidro. Essas lentes foram fabricadas pela primeira vez por volta de 1350. Foi Hans Lipperhey (1570-1619) quem pela primeira vez apresentou o telescópio como o conhecemos hoje. Está documentado em uma carta escrita em 25 de Setembro de 1608 que Lipperhey havia inventado um "aparelho" que podia aumentar os objetos de tal forma que, como dizia a carta:

"Todas as coisas a uma grande distância podem ser vistas como se estivessem perto, quando se olha através da lente que ele alega ser uma nova invenção."

Lipperhey era um fabricante alemão de óculos. A ele cabe o crédito de ter inventado o telescópio como o conhecemos hoje.

Lipperhey (também conhecido como Lippershey) nasceu em Wesel (hoje Alemanha). Ele foi um talentoso fabricante de óculos baseado na Holanda. Em 2 de outubro de 1608, em Haia, ele pediu uma patente para um telescópio que ele dizia ter inventado. A patente foi negada, mas as notícias sobre a invenção logo se espalharam pela Europa.

Depois do pedido de patente de Lipperhey, várias outras pessoas alegaram ter inventado o telescópio, mas o pedido de Lipperhey ainda permanece até hoje como o primeiro projeto documentado de um telescópio.

Sacharias Janssen (1585 – 1632) foi um fabricante de óculos de Middelburg (Holanda); um colega e concorrente de Lipperhey. Janssen é considerado um dos dois prováveis inventores do telescópio. Houve rumores de que ele teria construído um telescópio preliminar antes de 1600... mas não existe nenhuma prova documental confirmando isso.

Thomas Harriot (1560 – 1621) foi um cientista e astrônomo que viveu em Oxford, Inglaterra. Entre outras atividades, ele foi o cartógrafo de uma expedição organizada por Sir Walter Raleigh. Ele pode ter sido a primeira pessoa a usar o telescópio para fazer astronomia.

O astrônomo inglês Thomas Harriot não é muito conhecido mundialmente, apesar de suas observações serem muito avançadas para a sua época. Há autores que alegam (Van Helden, 1995) que Harriot observou e desenhou a Lua através de um telescópio em 26 de julho de 1609, alguns meses antes de Galileu fazer o mesmo. Apesar de não ser tão famoso quanto Galileu, os trabalhos de Harriot na observação e registro de manchas solares foram as primeiras documentadas desse fenômeno.

Apesar dos notáveis esforços de seus contemporâneos, foi Galileu Galilei (1564 - 1642) quem passou a ser amplamente considerado como um dos fundadores da astronomia moderna. As suas observações concisas de vários objetos astronômicos estabeleceram as bases para séculos de pesquisas. Galileu construiu seu telescópio no verão (no Hemisfério Norte) de 1609. Em 25 de agosto de 1609, Galileu fez uma demonstração de seu primeiro telescópio para legisladores de Veneza. Esta foi a primeira atividade de divulgação astronômica de que se tem notícia, e o primeiro uso do telescópio bem documentado para astronomia.

Em outubro de 1609, Galileu fabricou um telescópio de aumento 20x. Com esse novo telescópio, ele observou a Lua e descobriu as quatro maiores luas de Júpiter. Ele continuaria usando o telescópio nos anos seguintes para estudar as manchas solares e as fases de Vênus. As observações de Galileu revolucionaram a astronomia e mudaram profundamente a nossa visão do mundo.

Johannes Kepler (1571-1630) nasceu no Sudoeste da Alemanha em 1571. Seu trabalho, que descrevia o Universo através da matemática e das observações, foi revolucionário. Ele foi assistente de outro astrônomo famoso, o dinamarquês Tycho Brahe. Kepler soube do uso do telescópio por Galileu em 1610, e de imediato se tornou um entusiasta do seu uso para finalidades astronômicas. O próprio Kepler usaria um telescópio para observar as luas de Júpiter, e publicaria em 1611 um trabalho sobre a teoria dos telescópios.

Nesse apanhado geral da invenção até o aprimoramento dos telescópios, vimos um grande engajamento dos cientistas em buscar uma visão mais real dos astros celestes. Isso se deu pelo grande fascínio provocado pelos astros. Hoje modernos telescópios verem o universo á procura de indícios, de peças que formarão o quebra-cabeça da origem, formação, composição do nosso universo.









Poluição Luminosa


Foto noturna da Terra onde os pontos mais claros são as regiões onde a emissão de poluição luminosa é maior.


Podemos definir a Poluição Luminosa como a luz externa mal-direcionada que não é aproveitada devidamente, causando o brilho visto acima das cidades, ao invés de somente iluminar o chão. Ele está ligado ao mau planejamento dos sistemas de iluminação. Uma das grandes vantagens da conscientização para o planejamento desses sistemas é a economia de energia elétrica, visto que existe grande desperdício de energia pela escolha inadequada da iluminação das cidades.


É possível encontrar exemplos desse tipo de poluição na iluminação pública das ruas, em placas e outdoors e em estabelecimentos que funcionam à noite, como estacionamentos, praças, shopping centers, quadras e campos de futebol onde as lâmpadas são apontadas para os lados ou para cima. Ao iluminar a atmosfera, essas luzes ofuscam e diminui a qualidade do céu e o número de estrelas observáve
is, o que dificulta o trabalho de astrônomos.

É necessário deixar muito claro, que os astrônomos não são malucos que querem apagar todas as luzes das cidades, apenas para poderem observar o céu noturno. Queremos apenas lutar para que os órgãos públicos e a iniciativa privada planejem melhor a forma de iluminar as cidades em todo o mundo. Essa forma de consciência trás muitos benefícios para toda a sociedade. Em uma época onde a preocupação com o meio ambiente está em alta, a busca de formas de economia de energia são bem vindas. Com luminárias mais eficientes reduz-se a quantidades de postes de iluminação, e também a quantidade de energia. Pensando de uma forma mais pessoal, no nosso bolso, o custo da iluminação pública é paga com os nossos impostos. A diminuição dos gastos de iluminação pública seria sentido nos nossos bolsos. Essa economia poderia ser usada em outras áreas do serviço público.

Veja abaixo um modelo eficiente de iluminação pública:











Nebulosas


Nebulosa de Órion

No processo de expansão do universo, muitos dejetos de matéria interestelar foram ficando no espaço sideral como resultado desse constante processo.

No decorrer de bilhões de anos esse acúmulo de matéria: nuvens de poeira e gás interestelar foram se condensando, formando as Nebulosas. Localizam-se, na maioria das vezes, no interior das galáxias. Ela só se torna visível se o gás brilha, se uma nuvem reflete a luz das estrelas ou se ela própria encobre a luz dos objetos distantes. A maioria das nebulosas estão em intensa atividade de formação estelar. Existem quatro tipos de nebulosas:

  • Nebulosas de Emissão;

  • Nebulosas de Reflexão;

  • Nebulosas Escuras;

  • Nebulosas Planetárias.


Nebulosas de Emissão

São nebulosas que brilham em diferentes cores, pois o gás delas emite luz quando estimulado pela radiação de estrelas jovens quentes que emitem fótons altamente energéticos. Entre os diferentes tipos de nebulosas de emissão estão as regiões H II, nas quais a formação estelar decorre e jovens, massivas estrelas são a fonte destes fótons. Apenas estrelas grandes e quentes podem libertar a quantidade de energia necessária para ionizar uma parte significativa da nuvem. Muitas das vezes, este trabalho é feito por um inteiro enxame de jovens estrelas. A cor da nebulosa depende da sua composição química e quantidade de ionização. Devido à alta prevalência de hidrogênio no gás interestelar, e à sua relativamente baixa energia necessária, muitas nebulosas de emissão são vermelhas. Se mais energia estiver disponível, outros elementos podem ser ionizados e então aparecem as cores verde e azul. A maioria das nebulosas de emissão contém cerca de 90% de hidrogênio, sendo os restantes 10% hélio, oxigênio, nitrogênio e outros elementos. As nebulosas de emissão têm frequentemente manchas escuras que resultam do bloqueio da luz por nuvens de pó. A combinação entre a nebulosa de emissão e o pó origina objetos muito interessantes, e muitas destas nebulosas têm o nome dos objetos a que se parecem, tal como a Nebulosa da América (NGC 7000) do Norte ou a Nebulosa do cone (NGC 2264). Algumas nebulosas são constituídas de componentes que refletem e emitem, tal como a Nebulosa da Trífida (M20). Algumas das mais espantosas nebulosas de emissão visíveis do hemisfério Norte, são: a Nebulosa da Lagoa (M8) e a Nebulosa de Órion (M42).

Nebulosas de Reflexão

RefleNebulosa de reflexão em Óriontem a luz de estrelas vizinhas que incide sobre elas. Por isso são chamadas de Nebulosas de Reflexão. Estas não são quentes o suficiente para provocar a ionização no gás da nebulosa como as nebulosas de emissão, mas são brilhantes o suficiente para tornarem o gás visível. Essas nebulosas não são muito comuns, podendo até passar despercebidas por um telescópio amador. A incidência de 100% de luz as fariam refletir entre 10% e 80%, mas um telescópio superpotente (como o Hubble) as captariam em instantes com definições perfeitas, numa imagem de alta resolução e grande relativa facilidade. Seria como observá-las a 100 metros de distância. A luz é ligeiramente polarizada devido ao alinhamento de certas partículas ao campo magnético. São regularmente azuis devido à dispersão ser mais eficiente na luz azul, mas existem nebulosas de reflexão vermelhas como é caso da nebulosa que rodeia a gigante estrela de Antares As nebulosas de reflexão e as nebulosas de emissão são muitas vezes observadas juntas e são por vezes referidas como nebulosas difusas. Um exemplo disto é a Nebulosa de Órion. Conhecem-se cerca de 500 nebulosas de reflexão. Uma das mais famosas é a que rodeia as estrelas das Plêiades. As nebulosas de reflexão são muitas vezes locais de formação estelar.

Nebulosas Escuras
Nebulosa Cabeça de Cavalo
Presumivelmente a mais famosa nebulosa escura a Nebulosa cabeça de cavalo. Uma nebulosa escura é um grande nuvem molecular as quais se apresentam como regiões pobre em estrelas onde a poeira do meio interestelar parece estar concentradas. Nebulosas escuras podem ser vista se elas obscurecem parte de um Nebulosa de reflexão ou emissão (por exemplo a nebulosa cabeça de cavalo) ou se elas bloqueia estrelas de fundo (por exemplo a Nebulosa saco de carvão). As maiores nebulosas escuras são visíveis a olho nu, elas aparecem como caminhos escuros contra o fundo brilhante da Via Láctea. Astrofísica da nebulosa escura O hidrogênio destas nuvens escuras opacas existem na forma de hidrogênio molecular. A maior nebulosa deste tipo, a chamada nuvem molecular gigante (NMG), são mais do que um milhão de vezes a massa do Sol. Eles contem mais do que a massa do que o meio interestelar, e quase 150 anos-luz de comprimento, e tem uma densidade média de 100 a 300 molécula por centímetro cúbico e uma temperatura interna de 7 a 15 K. nuvens moleculares consiste basicamente de gás e poeira, mas contem muitas estrelas também. As cores nuvens estão completamente escondidas da visão e não são detectáveis exceto para a emissão de micro-ondas de suas moléculas constituintes. Esta radiação não é absorvida pela poeira e rapidamente escapa da nuvem. O material interno da nuvem é arrastado junto em todas as direções, com algumas nuvens reduzindo-se a massa de estrelas individuais, pequenos arrastões devem estender-se a cerca de um ano luz As nuvens tem um campo magnético interno que se opõem a sua própria gravidade. NMG desempenha um importante papel na dinâmica da galáxia: quando uma estrela passa próxima a um NMG, um considerável impulso gravitacional ira perturbar a órbita da estrela por uma quantia significativa. Depois de repetidas aproximações, uma estrela de meia-idade ira ter componentes significativos de velocidade em todas as direções, ao invés de um uma órbita quase circular como uma estrela jovem (isto é porque a jovem estrela herda a órbita circular da NMG onde ela nasceu). Isto da aos astrônomos outra ferramenta para estimar a idade de estrelas, e ajuda a explicar a espessura do disco galáctico Na região interna de uma nebulosa escura importantes eventos tem lugar, tais como a formação das estrelas e masers.

Nebulosas Planetárias


É um objeto astronômico que é constituido por um invólucro brilhante de gases e plasma, formado por certos tipos de estrelas no período final do seu ciclo de vida. Não estão de todo relacionadas com planetas; o seu nome é originário de uma suposta similitude de aparência com planetas gigantes gasosos. Tem um período de existência pequeno (dezenas de milhar de anos) quandNebulosa planetária IC418o comparado com o tempo de vida típico das estrelas (vários bilhões de anos). Existem cerca de 1500 destes objectos na nossa galáxia. As nebulosas planetárias são objectos importantes em astronomia por desempenharem um papel na evolução química das galáxias, libertando material para o meio interestelar, enriquecendo-o com elementos pesados e outros produtos de nucleossíntese (carbono, azoto, oxigênio e cálcio). Noutras galáxias, as nebulosas planetárias poderão ser os únicos objectos observáveis de maneira a poderem ser retiradas informações acerca da abundância de elementos químicos. Nos anos mais recentes, as imagens fornecidas pelo telescópio espacial Hubble revelaram que as nebulosas planetárias poderão adquirir morfologias extrememente complexas e variadas. Cerca de um quinto são esféricas, mas a maioria não adopta esta morfologia. Os mecanismos producentes desta grande variedade de formas não são totalmente conhecidos mas as estrelas binárias, o vento estelar e os campos magnéticos poderão desempenhar um papel importante.

Nebulosa Solar

É uma nuvem de gás e poeira do cosmos que está relacionada diretamente com a origem do Sistema Solar. A hipótese nebular foi proposta em 1755 por Immanuel Kant em que defendia que as nebulosas giravam lentamente em torno da sua origem.


Observações

As nebulosas planetárias são geralmente objetos tênues e nenhum é visível a olho nu. O primeiro destes objetos a ser descoberto foi a nebulosa de Dumbbell na constelação de Vulpecula, observado por Charles Messier em 1764 e listado como M27 no seu catálogo astronómico. Para os primeiros observadores (com telescópios de baixa resolução), M27 e outras nebulosas a seguir descobertas, assemelhavem-se a gigantes gasosos. William Herschel, que descobriu o planeta Urano, chamou-lhes 'nebulosas planetárias' apesar de não terem qualquer semelhança com planetas.

Tempo de vida

Os gases das nebulosas planetárias afastam-se da estrela central a uma velocidade aproximada de alguns quilômetros por hora. Simultaneamente à expansão dos gases, a estrela central arrefece à medida que irradia a sua energia - as reações de fusão pararam porque a estela não tem a massa necessária para gerar no seu núcleo as temperaturas requeridas para se dar a fusão de carbono e oxigênio. Eventualmente, a temperatura estelar irá arrefecer de tal maneira que não poderá ser libertada suficiente radiação ultravioleta para ionizar a nuvem gasosa cada vez mais distante. A estrela transforma-se numa anã branca e o gás adjacente recombina-se, tornando-se invisível. Para uma nebulosa planetária tipica deverão passar 10.000 anos entre a sua formação e a recombinação dos gases.

Supernova remanescente

É um evento que ocorre após uma violenta explosão de (supernova). Com esta explosão, um invólucro de gás se afasta a grande velocidade do núcleo estelar, formando a supernova remanescente. Elas emitem brilho e a mais famosa é a Nebulosa de Câncer.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nebulosa

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