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O astrônomo norte-americano Edwin Hubble (1889-1953) descobriu que as até então chamadas nebulosas eram galáxias fora da Via Láctea, que o Universo está se expandindo e que as galáxias se afastam umas das outras a uma velocidade proporcional à distância que as separa, razão que ficou conhecida como constante de Hubble.
Tais descobertas abriram caminho para que os astrofísicos, definissem, em 2001, o índice de expansão do Universo, o que tornou possível calcular sua idade.
O resultado é que hoje sabemos que o Universo tem se expandido há 13,5 bilhões de anos, determinaram que o melhor valor para a constante de Hubble seria 72 quilômetros por segundo por megaparsec – um megaparsec equive a 3,26 milhões de anos-luz – com margem de incerteza de 10%.
Esta descoberta pôs fim a um debate que durou oito décadas e derrubou teorias e estimativas anteriores sobre a idade do Universo, como as do próprio Hubble, que a calculou em "apenas" 1 bilhão de anos.
Seguindo a constante de Hubble, os astrofísicos mediram a distância entre a galáxia à qual a Terra pertence – a Via Láctea – e 30 outras galáxias, usando o telescópio espacial da agência espacial norte-americana que leva o nome do famoso astrônomo.
A expansão do Universo só é mensurável ao se calcular a distância do afastamento das galáxias. Então, por meio das variáveis chamadas de cefeidas, astronômos no mundo todo conseguiram precisar a distância entre a Terra e cada uma dessas 30 galáxias. Observamos que, quanto mais distante estamos, mais rápido nos movemos.
As variáveis cefeidas – população de estrelas pulsantes e de luminosidade extrema – podem ser usadas como espécies de velas para determinar a distância de outros objetos da galáxia. Um telescópio pode ser calibrado com grande precisão usando a aproximação de uma estrela cefeida, de modo que as distâncias encontradas com esse método estão entre as mais precisas disponíveis na atualidade.
Segundo a astrofísica, o que a intrigava era que, quando se media a idade dessas estrelas, dizia-se que elas teriam cerca de 18 bilhões de anos. A idade das estrelas era maior do que a constante de Hubble. E não podia haver estrelas mais velhas do que o próprio Universo. É como se pudesse haver filhos mais velhos do que os pais.
Assim posso dizer que o Universo está se expandindo, o desafio da vez é a energia escura, a forma hipotética de energia que estaria distribuída por todo o espaço.
É o que precisa ser compreendido agora. Os astronômos sabem que a energia escura está acelerando a expansão do Universo. O que eles precisam é medi-la e descobrir qual a razão para isso.
Os cientistas têm debatido quantos eventos de extinção massiva na história da Terra foram provocados por um corpo espacial que bateu na superfície do planeta. A maioria concorda em que uma colisão com um asteróide há 65 milhões de anos findou a idade dos dinossauros, mas há incerteza sobre quantas outras extinções poderiam ter resultado de asteróides ou cometas colidindo com a Terra.
De fato, os astrônomos sabem que o Sistema Solar interior tem estado protegido, ao menos em certa medida, por Saturno e Júpiter, cujos campos gravitacionais podem expulsar cometas para o espaço interestelar ou inclusive, algumas vezes, enviá-los a se chocar contra os planetas gigantes. Esse ponto foi reforçado recentemente (20 de julho de 2009) quando apareceu uma enorme cicatriz na superfície de Júpiter, provavelmente uma prova do impacto de um cometa.
Uma nova pesquisa, desenvolvida na Universidade de Washington, nos Estados Unidos, indica que é altamente improvável que os cometas tenham causado qualquer extinção massiva ou tenham sido responsáveis por mais de um caso menor de extinção. O trabalho também mostra que muitos dos cometas de longo período que acabam em órbitas que atravessam a trajetória da Terra, provavelmente se originem numa região que os astrônomos acreditavam, durante muito tempo, não poder gerar cometas observáveis. Um cometa de longo período leva entre 200 anos a dezenas de milhões de anos para completar apenas uma órbita ao redor do Sol.

A exploração espacial é importante, no aspecto científico, porque estamos procurando entender o que aconteceu em outros planetas, no universo, para saber o que aconteceu na Terra. Como ela foi gerada, o que aconteceu, qual sua idade. Então, a exploração espacial traz informação sobre nós e sobre o nosso planeta. Essa é importância da exploração espacial: ver quais planetas já tiveram vida e quais poderiam suportar a vida se fôssemos para lá. A importância de explorar o espaço é saber a nossa origem e história. De onde viemos e pra onde iremos.
O que pouca gente sabe é que o sol é o grande responsável pela existência da Terra.A terra esquenta o ar que rodeia.E o ar quente dilata-se, fica mais leve e sobe,deixando em seu lugar o ar mais pesado, mais frio.O ar quente que sobe esfria e volta á Terra, substituindo o ar quente.Esse ir-e-vir das massas de ar forma o vento.Para nossa proteção e para melhorar nossas condições de vida, é preciso conhecer e estudar os ventos continuamente.
Nas regiões costeiras e também nas margens dos grandes lagos, sentimos, durante o dia, um vento fraco que sopra da água para a terra.No caso das regiões litorâneas,esse vento é a brisa marítima, resultado do deslocamento do ar no sentido horizontal, do oceano para as baixa pressão.No caso das brisas,a pressão sobre a água durante o dia é maior do que sobre o continente.Isso faz com que o ar se desloque do mar para a Terra.Era de se esperar que esse deslocamento fosse em linha reta, da região de alta para a região de baixa pressão.Mas isso não acontece, porque há outras forças atuando na atmosfera, como a força de Colioris, que vem do movimento de rotação da Terra.Essas forças provocam um desvio na trajetória de vento, fazendo com que o deslocamento aconteça em espiral, saindo da região de alta e convergindo para a região de baixa pressão.Para entender por que a pressão sobre o mar é diferente da pressão sobre a terra precisamos pensar no Sol.O surgimento de uma diferença de pressão numa superfície no nível do mar está ligado á diferença de aquecimento que existe entre as duas áreas.
O Ano Internacional da Astronomia em 2009 comemora os 4 séculos desde as primeiras observações telescópicas do céu feitas por Galileu Galilei. Esta será uma celebração global da Astronomia e suas contribuições para o conhecimento humano. Será dada forte ênfase à educação, ao envolvimento do público e ao engajamento dos jovens na ciência, através de atividades locais, nacionais e globais.
A Astronomia é uma das ciências mais antigas e deu origem a campos inteiros da Física e da Matemática. Teve papel fundamental na organização do tempo e do espaço explorados pela humanidade. Forneceu as ferramentas conceituais para a astronáutica, para a análise espectral da luz, para a fusão nuclear, para a procura de partículas elementares. Os observatórios sempre estiveram na fronteira da óptica, da mecânica de precisão, da automação,
da detecção e processamento de sinais. Hoje, telescópios no solo e no espaço captam informações em todas as faixas do espectro eletromagnético, desde os raiosgama à ondas longas de rádio. Ela teve e tem profundo impacto no conhecimento e é uma das mais refinadas expressões do
intelecto humano.
Há um século, mal tínhamos idéia da existência de nossa própria Galáxia e hoje sabemos que existem centenas de bilhões delas no limite de visibilidade do Universo e revelamos sua desabalada carreira para todas as direções. Conseguimos medir com boa precisão a idade e a composição química do Universo. Descobrimos um verdadeiro “zoológico” de astros, variando
entre densidades mais altas que a do núcleo atômico até mais baixas que o vácuo de laboratório e ambientes com temperaturas de bilhões de graus a poucos graus acima do zero absoluto. O céu é um imenso e diversificado laboratório de Física. Mostramos que a vida na Terra está
intimamente ligada às estrelas, através dos elementos químicos que elas produziram e daenergia que fornecem.
Há poucas décadas, a Astronomia revelou que todas as formas de matéria e energia tratadas pela Física constituem apenas uma minúscula fração do Universo, dominado pela matéria e energia “escuras”. Não tínhamos meios de demonstrar que as outras estrelas constituem sistemas planetários como o nosso, e em poucos anos já catalogamos mais de 200 planetas extra-solares. Neste início de um novo milênio, nos colocamos um novo desafio, o de detectar vida em outros planetas e de verificar se ela é um produto de leis naturais da evolução da matéria, como prediz o evolucionismo, ou requer uma intervenção externa, como grande parte da humanidade ainda acredita. Qualquer que seja a resposta, o impacto no pensamento humano será enorme e isso pode ocorrer em poucas décadas.
O interesse do público pelo espaço cósmico nunca foi maior, colocando as descobertas astronômicas na primeira página da mídia. O Ano Internacional se propõe a satisfazer a demanda por informação e por envolvimento. Não só em 2009, mas engajando a longo prazo educadores, artistas, cientistas e astrônomos amadores numa rede de divulgação científica.
- Difundir na sociedade uma mentalidade científica;
- Promover acesso a novos conhecimentos e experiências observacionais;
- Promover comunidades e clubes de Astronomia;
- Promover e melhorar o ensino formal e informal da ciência;
- Fornecer uma imagem moderna da ciência e do cientista;
- Criar novas redes de divulgação e pesquisa e fortalecer as já existentes;
- Melhorar a inclusão social na ciência, promovendo umadistribuição mais equilibrada entre os cientistas provenientes de camadas mais pobres, de mulheres e minorias raciais e sexuais.
As metas a serem atingidas são:
- Ampliar a mentalidade científica entre o público geral com a comunicaçãode resultados científicos na Astronomia (e nos campos relacionados), como também o processo de pesquisa e pensamento crítico que conduziram a esses resultados.
- Promover amplo acesso ao conhecimento universal da ciência através da empolgação da Astronomia e de observações do céu.
- Promover comunidades e clubes de Astronomia, especialmente em comunidades carentes.
- Apoiar e melhorar o ensino formal e informalde ciências em escolas, centros de ciências, museus e planetários.
- Fornecer uma imagem moderna da ciência e do cientista para reforçar as ligações entre a educação científica, estimulando desse modo o engajamento de estudantes na carreira científica tecnológica e o gosto pela educação permanente.
- Promover a criação de novos centros de astrônomos amadores, educadores, cientistas e profissionais de comunicação e fortalecer os já existentes.
- Melhorar a representação de gênero entre os cientistas em todos os níveis e promover uma participação maior das minorias sub-representadas nas carreiras científicas e tecnológicas.
Apoiar a preservação e a proteção dos
- recursos culturais e naturais, como a herança do céu escuro, através de campanhas de combate à poluição luminosa.
A Astrofísica é o ramo da Astronomia que estuda a Física do Universo, o que inclui as propriedades físicas (luminosidade, densidade, temperatura, composição química) de objetos astronômicos como estrelas, galáxias e meio interestelar, além da interação entre eles.
As pesquisas científicas na área de astrofísica são relativamente recentes no Brasil. Até o início da década de 1980 apenas trabalhos isolados de cunho teórico haviam sido realizados no país. A efetiva implantação da Astrofísica no Brasil começou a ser concebida em 1961, quando o astrônomo Muniz Barreto do Observatório Nacional contatou um grupo de pesquisadores responsável pelo levantamento de um local apropriado para construção de um observatório astrofísico, demarcando o início do projeto do Observatório Astrofísico Brasileiro. Participaram desse projeto o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas, o Instituto de Tecnológico de Aeronáutica e a Universidade Federal de Minas Gerais. Em 1980, o telescópio coletou sua primeira luz; ou seja, foram feitas suas primeiras observações científicas.

